é uma perca de tempo, não atenda o telefone, não grite o caos, não desvie da sombra, não corra da morte, não caia no meio, não tente ser uma rocha, não permaneça. e agora? qual a minha pena? já me arrancaram tantas... então me diga. pra que ser um estranho agora? alguns pontos vazios trocam de lugar a medida que os lados se destroem e também trocam de lugar. é como fugir da sua sombra, não adianta. está impregnado na sua pele, na sua retina, nos nervos. então não cante aquele antigo romance, não solte as algemas do seu pânico. em algum lugar do meu espaço, ainda dói quando penso em você. ainda dói quando sei que pensa, que você pensa. é só uma ferida, uma cicatriz. não sei como gostar desse jeito. sabe aquele sentimento que você não sabe o que fazer com ele? não, né? mas imagine. cada vez que acendo um cigarro, imagino como teria sido doce, como poderia ter sido doce. é como os personagens mudos, mas se eles pudessem falar, como se fosse a turnê daquela velha bandinha de garagem que tinha vergonha de compor letras. que irônico pensar que as voltas dadas param no início. e quando você nunca pensou em ir para o início? fico só com o gosto do doce, das vertentes, melhor dizendo, do doce, que provo quando fecho os olhos para sair da realidade. é uma perca de tempo... mas perca de tempo pra que? qual incerteza que o espelho vai cobrir com a perda? então atenda o telefone se você quiser, grite ao caos até ele chegar e te possuir, ande na parte iluminada da sua visão, para não se perder de propósito, sinta-se invencível pra qualquer idiota que pense que poderá te destruir com seus diálogos meta-qualquer-coisa. acredite na verdade que foi dita, e a faça suficiente, o que não foi dito, não foi necessário, não foi. me sabote, querido jack, me sabote. me prenda nas suas malditas asas e me leve para o seu cárcere. aqui me desconstroem, jack, me deixam na margem, pra pisar até me auto sabotar, até eu precisar pular para não cair. eu quero cair apesar de eticéteras, apesar de qualquer mal entendido, de qualquer suborno para a dúvida
Saturday, 24 October 2009
Sunday, 18 October 2009
Paranoid android
o pior de ser humano, é fazer parte. é saber que não sou vítima, mas participante. é saber que não importa o quanto oblíqua sua visão possa ser - mas que irônico - você continua sendo mais um, continua sentindo essas pontadas de ânsia e a vontade de soar mais calmo é só uma sombra, você não vai ficar mais calmo, a tendência é piorar com o tempo, com o espaço, já que o maior medo humano é ser o espelho, é enxergar o reflexo... e o ver no outro, pela esquerda, pela direita, saindo por todos os lados, tirando o seu ar, querendo a sua pele, deixando tudo turvo, tudo pendendo para algum lugar... te deixando paranóico, pensando o inverso, o avesso, o incerto, o mal contato, o não-se-pode, o que cabe e o que é só vertigem, o amor que te falta, a rotina que vomita, o grito que não passa do fechar de olhos, o quebrar da sua mente, indo e vindo, procurando a resposta que não condiz ou que não ... não se acha, não se procura, não se aqueta, nem se move, nem é só uma, nem duas, nem mais nem menos, é tudo o que você quiser, tudo é tanta coisa, mas o que mais esperar? nem tanto nem pouco para nós, nem suficiente, nem aquela velha história que lhe contaram sobre ... esqueci.
ah, me pega pela mão, me leva pra dançar e enquanto você me embala, me deixa sair daqui, me deixa quebrar o vidro e sair voando. voando até esquecer o que me faz lembrar de não ter que existir perto ou longe, estou esperando faz tanto tempo, nem faz tanto tempo assim, mas aqui tudo parece uma eternidade, nesse escuro quarto no meio dos gritos indizíveis e das palavras que nem ousei procurar. só me leva pra dançar, eu nem sei dançar
ah, me pega pela mão, me leva pra dançar e enquanto você me embala, me deixa sair daqui, me deixa quebrar o vidro e sair voando. voando até esquecer o que me faz lembrar de não ter que existir perto ou longe, estou esperando faz tanto tempo, nem faz tanto tempo assim, mas aqui tudo parece uma eternidade, nesse escuro quarto no meio dos gritos indizíveis e das palavras que nem ousei procurar. só me leva pra dançar, eu nem sei dançar
Saturday, 17 October 2009
Ignorance
quando passas a meu lado,
e que olhas para mim,
tornas-te da cor da rosa,
e eu da cor do jasmim.
vê tu que expressões diferentes
da nossa mesma ansiedade:
a cor da rosa é despeito,
a palidez é saudade
Florbela Espanca
e que olhas para mim,
tornas-te da cor da rosa,
e eu da cor do jasmim.
vê tu que expressões diferentes
da nossa mesma ansiedade:
a cor da rosa é despeito,
a palidez é saudade
Florbela Espanca
Tuesday, 13 October 2009
p.s.: ,
to.
long ago i read something about a beautiful sunday... whilst was a saturday. you see, what they call madness, i call truth. and maybe the reason for my lines today its not the same for yours, in that sunday. i guess it was just a ... i hope not. its incredibly charming, like mistakes or incomplete answers, the unspoken truths, the subtended intentions, a different air to breathe with different colours too [...] i only fall for words and today, its not saturday and its not a special day, i'm just blue and nothing could take this away but, with no apparent reason, i fell for your words and i'm pretty sure you understood.
long ago i read something about a beautiful sunday... whilst was a saturday. you see, what they call madness, i call truth. and maybe the reason for my lines today its not the same for yours, in that sunday. i guess it was just a ... i hope not. its incredibly charming, like mistakes or incomplete answers, the unspoken truths, the subtended intentions, a different air to breathe with different colours too [...] i only fall for words and today, its not saturday and its not a special day, i'm just blue and nothing could take this away but, with no apparent reason, i fell for your words and i'm pretty sure you understood.
Tuesday, 6 October 2009
Forent
one more solo and i'll kiss you again, one more word and i'll see your eyes open while i'm sleeping, one more breathe and you'll know how long i passed to feel it once again. how does it feel? if i could touch you one more time.. i'm in the other side now, fucking alone, this time its me, ti. i've already lost myself in a crazy woman's red lips and then you, again you, gimme your watch that i want to know how long does it take... to forget you...again
Saturday, 3 October 2009
Lounge act
i'll arrest myself now... you see, there is a kind of feeling, a kind of love, that no matter how close you are, its never fair. but i dont regret a thing and i promess never going to the other side without you. i still do, almost madness
Thursday, 17 September 2009
Stormy blues
... mais um fio que desenrola pelas batidas incontidas de um dia preciso. as luzes acesas por uma chama apagada, as vozes repetem aquele aviso de mantenha distância, a cabeça gira lentamente para o lado oposto como se fosse retornar a mesma visão que destruiu a parede de concreto ligeiramente furada pelos passos fundos e antes de continuar, tente ler o que eu falo. mergulhe para achar a minha fé perdida, antes de ter a certeza que eu não estou ali, procure o que te fez buscar e caia. cair olhando para baixo, esperando que alguém aperte o botão de stop ou abra os olhos para você voltar a superfície. então a queda continua e tem algo que lhe liga ao chão, sim? as formas se confundem agora e suas preces se desesperam para serem ouvidas, o pulso fraco de não acreditar, as mãos soltas como se fossem agarrar a primeira coisa concreta que visse, a respiração quase faltando, os sentidos vão e voltam, as lembraças, os cuidados, as batidas novamente, aquele tic tac interminável, o olhar desfocado, o sorriso sem motivo, as idas, as voltas, as cores, os nomes, os gostos, o gosto de não existir por mais de uma vez. e você roda em sua direção, cada vez mais rápido, cada vez mais fálido, pense mais um pouco, a superfície não chegou, grite, alguém como você vai escutar, do outro lado, grite, as luzes não se perderam ainda, mais alto, está cada vez mais incompreensível, naquela noite, quase dormindo, você se fez notar, encolha os braços, volte a respirar, abra a porta, o outro lado... a outros olhos, alguém como você, para sentir esse fogo mais uma vez
Monday, 7 September 2009
Seven
"A gente se apertou um contra o outro. A gente queria ficar apertado assim porque nos completávamos desse jeito, o corpo de um sendo a metade perdida do corpo do outro." - Caio F
Seven
jigsaw falling into place
there is nothing to explain
regard each other as you pass
she looks back, you look back
not just once, not just twice
there is nothing to explain
regard each other as you pass
she looks back, you look back
not just once, not just twice
Sunday, 30 August 2009
Killer is me
beijando os meus descontroles emocionais e tentando abrir algo que, por não estar fechado, se decompõe ao passar dos minutos, das horas, do tempo que não finda. dos anos que passam e descobre-se os mesmos medos, as mesmas aspirações. e nem sempre é possível seguir no mesmo caminho, embora se queira, às vezes quando dois extremos se cruzam, não precisam de armas apontadas, a morte é consequência. e enlouquecem por não conseguirem achar o tempo para as coisas serem. e superar a loucura real de uma fantasia é suicidio também. não perco mais sono procurando perguntas para as respostas e nem mentira em uma verdade. acreditar é subjetivo e calar é internizar algo que falta, ou algo que sobra na sombra de uma dúvida. ao fechar os olhos, tente ver o que há por trás da falta de uma arma apontada e como seria se o assassino também fosse você.
Friday, 21 August 2009
s.o.s
estou velha
estou louca
abatida
e quase lá.
... já tá tarde! um pouco mais longe do que perto, um pouco mais perto do que nunca, um pouco menos nunca do que agora, um pouco mais agora do que ontem, um pouco mais ontem do que um dia qualquer, um pouco mais dia do que nada, um pouco mais nada do que certo, um pouco mais certo do que acordar, um pouco mais. acordei, já tá tarde, já tô indo, não agora. não espere, estou velha. não me venha, estou louca. não me fale, estou abatida... e não me beije! estou quase lá.one more look and i forget everything. e então quando chego perto, você pode me ouvir? ohnonononono its pretty scaring! no.
estou louca
abatida
e quase lá.
... já tá tarde! um pouco mais longe do que perto, um pouco mais perto do que nunca, um pouco menos nunca do que agora, um pouco mais agora do que ontem, um pouco mais ontem do que um dia qualquer, um pouco mais dia do que nada, um pouco mais nada do que certo, um pouco mais certo do que acordar, um pouco mais. acordei, já tá tarde, já tô indo, não agora. não espere, estou velha. não me venha, estou louca. não me fale, estou abatida... e não me beije! estou quase lá.one more look and i forget everything. e então quando chego perto, você pode me ouvir? ohnonononono its pretty scaring! no.
Sunday, 2 August 2009
Plateau
De onde veio toda a forma de tolerância e a capacidade de compreensão, vieram também alguns espinhos.
Experimentos são cruéis. Ver esses pontos passando um pelo outro, como se fosse uma dança de ponteiros cruzados, sem mexer o mínimo fio para mudar a direção, às vezes pode parecer mais do que você espera. E se ao menos tivesse a certeza de onde veio toda essa espera, seria possível voltar e desafiar o seu fracasso. E eu vejo que nesse meio tempo, me perco. Sem saber definir o que foi real e o que foi somente parte de uma sombra. E a sombra não seria o seu espelho, nem o real o seu anseio, nem aquelas palavras quebradas por uma falha de direção para tentar amenizar a queda. E realmente existem dois estranhos, cujos mundos não poderiam colidir, mesmo fogo por fogo, água e nuvem não colidem. E se perderam pelo mesmo caminho, tentando encontrar algo parecido com o fim e a única coisa que encontraram eram outros caminhos distintos para percorrer. Nem sempre a culpa é de quem vai, são créditos que não podem ser dados, estão inerentes a mim, a você e a quem mais for andar. Não vai adiantar desligar os sons, as imagens, nem muito menos as luzes, você não vai escapar dos fantasmas do seu próprio eu. E não seria coincidência que o orgulho separasse dois vácuos, dois estranhos, talvez não o orgulho, mas os espinhos. Você não vai querer tirá-los, vai? Quando os tira, incomoda ainda por algum tempo, aquela vontade inconsciente e real de ficar mexendo. Tem dores que você não pode nem ver, nem tocar, mesmo assim doeria muito mais do que um espinho penetrando na sua pele, uma ou duas vezes. O que não podemos ver incomoda a tal ponto de inércia que você acaba vendo o que instiga a sua certeza, que na verdade, é só um punhado de mentiras inacabadas pelos seus tragos longos atrás de respostas. Os meus tragos longos me remetem a um espaço reto até uma pedra em forma de qualquer coisa que não sairia do lugar nem com um furacão. Ninguém poderia entrar em um furacão em movimento para mudar a direção dos fatos. Tentaria andar para continuar no jogo. Não? Não.
Experimentos são cruéis. Ver esses pontos passando um pelo outro, como se fosse uma dança de ponteiros cruzados, sem mexer o mínimo fio para mudar a direção, às vezes pode parecer mais do que você espera. E se ao menos tivesse a certeza de onde veio toda essa espera, seria possível voltar e desafiar o seu fracasso. E eu vejo que nesse meio tempo, me perco. Sem saber definir o que foi real e o que foi somente parte de uma sombra. E a sombra não seria o seu espelho, nem o real o seu anseio, nem aquelas palavras quebradas por uma falha de direção para tentar amenizar a queda. E realmente existem dois estranhos, cujos mundos não poderiam colidir, mesmo fogo por fogo, água e nuvem não colidem. E se perderam pelo mesmo caminho, tentando encontrar algo parecido com o fim e a única coisa que encontraram eram outros caminhos distintos para percorrer. Nem sempre a culpa é de quem vai, são créditos que não podem ser dados, estão inerentes a mim, a você e a quem mais for andar. Não vai adiantar desligar os sons, as imagens, nem muito menos as luzes, você não vai escapar dos fantasmas do seu próprio eu. E não seria coincidência que o orgulho separasse dois vácuos, dois estranhos, talvez não o orgulho, mas os espinhos. Você não vai querer tirá-los, vai? Quando os tira, incomoda ainda por algum tempo, aquela vontade inconsciente e real de ficar mexendo. Tem dores que você não pode nem ver, nem tocar, mesmo assim doeria muito mais do que um espinho penetrando na sua pele, uma ou duas vezes. O que não podemos ver incomoda a tal ponto de inércia que você acaba vendo o que instiga a sua certeza, que na verdade, é só um punhado de mentiras inacabadas pelos seus tragos longos atrás de respostas. Os meus tragos longos me remetem a um espaço reto até uma pedra em forma de qualquer coisa que não sairia do lugar nem com um furacão. Ninguém poderia entrar em um furacão em movimento para mudar a direção dos fatos. Tentaria andar para continuar no jogo. Não? Não.
Saturday, 1 August 2009
Wednesday, 17 June 2009
The passenger
to Jack
The first step to know where you are, is to accept it. And doing it, you can be wherever you wish to be. After a while, wake up of this dream and get ready to be the next, or the first. I lost my heart under this skin, and it is easy to see how a monster is acting today, but i had my eyes open to understand how hard was it, and the yesterday monster is too busy trying to be ok to see the because of my madness. and maybe i just couldnt say this i should let it go, let it flow, so. i cant, i'm still dead, and i know that i am not the only one. i've been acting like a real girl for the last couple of mouths, i was tired and i needed something to begin. but passing by your own feelings for fear, its suicide. today i know what would make me ok, make me dead and alive at the same time.but when you cant see a passenger in your train, trying to move it with you, it is better to erase it all. and moving is not talk, moving is to be there and try to do it together, and you will need trust to lead the train, even without straight to carry on. i had straight to forget myself once but who else could do it? i am in the other side now, alone, between footsteps and branches, in the end of line, under the bridge, waiting for the passenger to take me above. If only you and I could trust each other through this, then together we could work out who the enemy is.
The first step to know where you are, is to accept it. And doing it, you can be wherever you wish to be. After a while, wake up of this dream and get ready to be the next, or the first. I lost my heart under this skin, and it is easy to see how a monster is acting today, but i had my eyes open to understand how hard was it, and the yesterday monster is too busy trying to be ok to see the because of my madness. and maybe i just couldnt say this i should let it go, let it flow, so. i cant, i'm still dead, and i know that i am not the only one. i've been acting like a real girl for the last couple of mouths, i was tired and i needed something to begin. but passing by your own feelings for fear, its suicide. today i know what would make me ok, make me dead and alive at the same time.but when you cant see a passenger in your train, trying to move it with you, it is better to erase it all. and moving is not talk, moving is to be there and try to do it together, and you will need trust to lead the train, even without straight to carry on. i had straight to forget myself once but who else could do it? i am in the other side now, alone, between footsteps and branches, in the end of line, under the bridge, waiting for the passenger to take me above. If only you and I could trust each other through this, then together we could work out who the enemy is.
Monday, 15 June 2009
Jigsaw falling into place
Estava entre a noite e o dia, no último andar de um lugar qualquer. E antes dos vidros e lágrimas, eu desejei que ela estivesse ali, mesmo sabendo que iria morrer sem explicação, de olhos abertos. E enquanto tudo desmoronava, enquanto nossos rostos, de tanto ódio, encostavam-se, num duelo de palavras sujas, mal ditas, corrosivas, algo caiu. E de quanto em quanto, ficava mais perto do que nunca, mais perto e mais longe. E assim como eu fugi de você, você fugiu de mim, assim como sua voz se perdeu nas cores e nada entrava mais dentro da minha cabeça, assim como seu sorriso se desfez em minhas mãos e minhas mãos se perderam nos seus olhos, assim como meu suspiro é o seu suspiro e o meu delírio é a sua desistência, assim como meu vazio é a falta do seu sorriso torto, e o seu desfalecer é a minha perca de sentidos e razão, assim como você nunca me deixaria tão bem como eu nunca vou ficar, assim como o único fio imaginário entre nossos corpos é um pedaço do quebra-cabeça que nunca terminamos, assim como morrer de amor é morrer todo dia e de olhos abertos. De olhos abertos porque você continua enxergando mesmo sem querer, sem precisar, só para ter certeza que a sua condição é aquela, e é nociva ao extremo porque foi o que lhe fez correr, você o fez. E pela noite, ainda pode-se lamentar o não saber como teria sido se tivesse olhado para trás e esperasse a outra mão, ou se a outra mão seguisse em frente aquela rua ao invés de estar tão cansada para apostar na razão. E eu estava
Sunday, 31 May 2009
Into dust
Um fio bem fino que liga duas realidades vitais vai se desfazendo enquanto a música é tocada, e por alto, pode-se ver o fio virando poeira e se alastrando pelo ar como se fosse poeira. A poeira está desaparecendo a medida que, pela noite, dois estranhos se cruzam e como se fossem mais que poeira, passam repentinamente pelo mesmo lado. a ânsia toma conta do corpo de um dos estranhos, e o fio invisível vai definhando pouco a pouco, linha por linha, ponto por ponto, possivelmente tão rápido quanto no outro corpo. e antes que o fio desapareça no meio de tanto escuro e se perca...
Sunday, 17 May 2009
Close to you
There is a reason that keeps me today here, alone, in this spooky wheel. And there is one for all that knots in my throat, or this weight up in my head... in the deep down, on the end of the road. do you believe it? would you? i'm in the end again. just in time to be at the beggining. and for a second, i lost my words, my breath, my shadow. to lose your shadow is like to look in the mirror and the only thing you can see is a drunk face, without witness behind you. and knowing that if you close your eyes you will see the reverse of yourself. and it will freak you out for awhile, because you never see it before and guess what: you lose! no matter what or even how. wait for the night to come and this time, it won't bring you any relief, and once again you will look yourself in this broken mirror, for some one who left. being half... being hate. even for hate there is a reason, but...
why do birds suddenly appear every time you are near?
why do birds suddenly appear every time you are near?
Monday, 11 May 2009
Tuesday, 5 May 2009
Seven minutes
ACT 2 - ROOM / IN - NIGHT
Scenario - A muffled room, with wooden floor, dusty, with no windows. Valentino has on his eyes an expression of anxiety and fear. He looks at the sides. The phone rings, the bells too. He's lost, trying to follow the sounds. It disappear. Valentino closes his eyes and sighs.
- Am I on the opposite side?
-----
Scenario - A muffled room, with wooden floor, dusty, with no windows. Valentino has on his eyes an expression of anxiety and fear. He looks at the sides. The phone rings, the bells too. He's lost, trying to follow the sounds. It disappear. Valentino closes his eyes and sighs.
- Am I on the opposite side?
-----
Sunday, 12 April 2009
Destroy everything you touch
Tem um quebra cabeça que monto a muito tempo, que sempre falta uma peça. Mas é uma peça meio grande, dessas que, se faltar, muitas coisas ficam incompletas. No meu complexo de paralisia mental, mais um dia. E o décimo dia não tem outros perto, só o nada que suga o pouco que ainda resta dentro da minha pupila dilatada de enxergar o que não há. E então, quanto mais perto chego do último próximo dia, mais me convenço de que a precisão de certas coisas são o avesso do avesso do avesso do que a minha pele precisa para não desintegrar junto com meus retalhos, fartos, fatos, fatais por nunca ser. Por nunca pertencer. Minhas mãos também estão frias, amor, estou esperando aquele trem, aquele trem que perdemos, mas eu tinha certeza que quando embarcassemos nele, saberiamos ao certo se nossos corações ainda batem, ou se batem da mesma forma, na mesma condição, buscando a mesma estrada. E a lua clareia metade de qualquer cor que ouso ver, e por agora, deve ser o suficiente, mas quando apagar-se, vai ser a única coisa a ser lembrada como real. Ao invés de puxá-lo para o outro lado, decidi apagar esta idéia e me transportar para um lar hoje à noite, lá dentro do trem, você precisa me deixar ir... nos deixar ir, eu preciso.
Subscribe to:
Posts (Atom)